A independência econômica verificada a partir das atividades agrícolas e comerciais desenvolvidas na antiga Comarca do Rio das Mortes, desde as primeiras descobertas auríferas, propiciou a formação de centros urbanos dinâmicos de mentalidade aberta e estruturada numa ampla mobilidade social. O povo que aí se formou caracterizou-se por um espírito dinâmico e essencialmente urbano, sem perder o gosto pela tradição.
Neste processo civilizador, destacou uma figura típica da região: o tropeiro, que se apresentava como uma imagem lendária e peculiar à região mineira. Vestia-se com chapéu e botas e conduzia animais carregados de mercadorias para abastecer os diversos núcleos mineradores existentes na época do ouro. Acampava a céu aberto e comia carne-seca com feijão de corda (mais tarde, denominado feijão tropeiro), farinha de mandioca, angu de milho e torresmo. Alimentos que se tornaram patrimônio
Feijão Tropeiro
Prato típico mineiro, muito difundido pelos tropeiros bandeirantes no descobrimento das minas, que até hoje segue como “carro-chefe” nos restaurantes mineiros.
Ingredientes
1 kg de feijão preto ou roxo
700 g de lingüiça
200 g de bacon
400 g de torresmo
Tempero mineiro a gosto
5 ovos cozidos
3 molhos de couve
200 g de Farinha de Mandioca
Dicas
Pode-se servir a couve em separado, e ou substituir a farinha de mandioca por farinha de milho.
Modo de preparo
1. Cozinhar o feijão 'al dente'
2. Escorrer o caldo;
3. Picar o bacon e a lingüiça em cubos;
4. Picar a couve em “chiffonnade”(bem fininho, corte mais tradicional para couve);
5. Cortar os ovos em oito partes;
6. Separar os torresmos
7. Fritar e refogar o bacon, a lingüiça e a couve no tempero mineiro;
8. Acrescentar o feijão, os torresmos e os ovos;
9. Ligar todos os ingredientes com a farinha de mandioca;
10. Montar em travessa o feijão de tropeiro;
11. Decorar com ovos cozidos e torresmos
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